Não, não vou me curvar aos conceitos alheios
Não vou permitir que me julguem por fora
Não, não e não!
Ninguém vai me condenar por quem eu não sou
E quem eu sou?
Você sabe?
Ou me julga?
Um enigma nunca é fácil
E já dizia a esfinge:
"Decifra-me ou eu te devoro"
Mas eu não sou um enigma
Muito menos a esfinge
Embora, às vezes quero mesmo é devorar
Devorar o preconceito que gira em torno de mim
Preconceito este, que rejeita tudo aquilo que é diferente
E eu sou sim: diferente.
Nem sempre falo aquilo que penso
Quando falo, devasto o que há em volta
Mexo sim, com os conceitos, com os pensamentos
Questiono profundamente, pois eu profundamente vejo...
Ponho sem querer o dedo na ferida
Quem me recusa?
Aquele que esconde algo, que esconde seu interior
Não tenho a pretensão de ver o interior das pessoas
Mas algumas vezes vejo...é sem querer
Quando alguém reconhece isto e tem medo
Me rejeita, me aborta, me exclui
Mas por quê? Não quero fazer mal
Não quero expor, não quero ferir
Se acaso falo, é para prevenir
Estranho dom...
Maldição talvez?
Perco aquilo tudo que mais amo
Sinto dores dilacerantes
Mas não me arrependo de ser quem sou.
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