domingo, 26 de agosto de 2012

Na minha imensa falta de palavras para descrever aquilo tudo que que se passa dentro de mim, eu me lembrei da minha formação literária. Nela aprendi que a literatura tem uma força chamada Mimesis.E esta força consiste em a Literatura ser a representação do real ou como diz Roland Barthes: sempre tem o real por objeto do desejo (BARTHES,s.d., p. 23).E deste princípio faço valer quase todos os meus versos; os que escrevi e os que são de outros autores, com os quais me identifico e coloque no face ou no blog.


"Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar...."
Florbela Espanca
"Meu contorno por vezes, é muito certinho.
Tenta ser ajeitado, correto
Meus pensamentos já me preenchem demais
Até se embolam

Eu procuro alguém que me transborde
Que acabe por tirar o excesso
Que me acalme e me dê uma segurança
Nem que seja para me dizer:
Vai ficar tudo bem!

Que me faça explodir
E ver que há mais mundo lá fora
Que me agarre firme
E afirme que estamos juntos

Pode vir devagar
Conquistando o espaço
De abraço em abraço
De beijo em beijo
Passo a passo."

sábado, 25 de agosto de 2012

"Às vezes o coração precisa falar
Falar sobre coisas inexprimíveis
Coisas que só a nossa história
Só nos nossos olhos sabem

Se convém falar? Eu não sei
Se querem ouvir? Também não sei
Se vai fazer diferença? Quem sabe.

Talvez só precise falar, externar
Como diz o povo:
Colocar para fora
Aquilo que te cala, que te sufoca"
  

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Do que se precisa para ter uma vida plena?
Por toda a eternidade Fernando Pessoa ecoará com a inesquecível "verdade":
"Tudo vale a pena, se a alma não é pequena".
Se existe algo que não pode ser pequeno neste universo, isto é a alma.
Alma pequena? Não, não pode!
Nela tem que ter espaço, a alma deve ser semelhante ao universo.
Sim, porque dizem os cientistas que o universo se expande e não tem limites.
E a alma deve ter?Penso que não!
As minhas "loucas" analogias fazem-me pensar que os problemas são semelhantes à morte das estrelas, que depois de mortas, acabam por gerar outras novas estrelas.
Inspiremo-nos na expanção e na renovação do universo.

Não me lembro se já postei, mas vai assim mesmo!


De quanta dor mais precisaremos para ultrapassar
A linha tênue para a felicidade?
É fato! A linha existe!
Como encontra-la?
Não é como Greenwich, que é imaginária
Mas os homes a fizeram visível...
Esta é surreal!
Falha, subjetiva e pessoal.
Na oscilação de emoções
Setimos tudo mareado

Como num barco
Sem muita explicação lógica
Sem definição concreta
É tudo abstrato

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

"Amores Colatinenses 1° ato"


      

           Início dos anos 80. Domingo à tarde. A praça da matriz de São Silvano estava repleta de crianças que brincavam alegremente. Elas corriam de uma ponta a outra da praça, sem se importarem se iam cair ou se machucar, apenas brincavam de correr.
http://4.bp.blogspot.com/-i5-VnmVE0_o/T_NqIuxUOUI/AAAAAAAAOJ4/tR_9YmWcOKI/s1600/menina+olhando+o+c%C3%A9u.jpg                 Catarina assim como as outras crianças corria, tanto que seus cabelos negros, longos e anelados mais pareciam ter vida própria. Apesar de seus nove anos ela tinha uma personalidade como poucos. Naquela tenra idade já conhecia sobre filmes, histórias, novelas, e claro, livros, muitos livros. O sonho da menina era fazer balé, era conhecer a Europa e saber tudo sobre estrelas. Ah,  as estrelas, como eram fascinantes para Catarina, e quando havia eclipse, chuva de meteoros ou qualquer um destes eventos extraordinários   no céu, ela se agitava e queria ficar acordada até mais tarde mais uma vez. Sempre tentava convencer suas primas a ficar no terraço até mais tarde um pouco. Entretanto, quando conseguia ou ficava muito tarde ou uma nuvem enorme chegava e fechava o tempo, com isso a paixão só aumentava. Restava então ficar, quando ia para a roça na casa de seus avós, ficar deitada no terreiro, principalmente em noite de Lua cheia.
     Henrique vinha na direção contrária, corria como se lhe fosse criar asas e alçar vôo. A boca chegava a ficar aberta para sentir a brisa e os olhos cerrados para aumentar a sensação de liberdade. Cada passo parecia-lhe ser dado em câmera lenta.Henrique era absolutamente sinestésico.Gostava de  sentir, cheirar, olhar, pegar na mão e ouvir detalhadamente as coisas, mesmo que estas não produzissem nenhum som audível.Sua sensibilidade permitia-lhe sentir uma mesma coisa com vários sentidos ao mesmo tempo, toda esta sinestesia algumas vezes ultrapassa até o que era material.
    O sonho de Henrique limitava-se a ser advogado como o pai, nada mais era preciso. Desde pequeno buscava ser justo e detestava implicâncias e “maldades” infantis na sala de aula, embora algumas vezes ria das piadas implicantes, mesmo porque ele também era uma criança.
Enquanto corriam; Catarina preocupada com os cabelos que lhe tapavam os olhos e Henrique despreocupado por sentir a brisa, os dois desconhecidos se trombam.A choque entre os dois foi tão forte quanto inesperada, de forma que um agarrou-se ao outro e acabaram rolando por  um pequeno montinho de terra coberto de grama até a outra fase do praça.

                                                                 CONTINUA... 
                                                                         By Débora Lyrio

Vem aí...

"Amores Colatinenses"

domingo, 12 de agosto de 2012

FELIZ DIA DOS PAIS

Hoje voltei no tempo. Lembrei-me do dia no qual fui a um restaurante com meu pai quando ainda era muito criança.O pedido foi bife à parmegiana no restaurante São José, se não me engano,um que ficava em frente de onde hoje é o Bradesco, na esquina.Foi a primeira vez, que me lembro, de ter ido a um restaurante.
E que bom que você está sempre conduzindo, sempre acompanhando, sempre mostrando caminhos novos.Obrigada PAI por você existir. EU TE AMO.

sábado, 11 de agosto de 2012

Uma saudade  encheu meu peito
Não sei dizer saudade de que
Ou de quem
Alterno minhas dúvidas
Entre fotografias
Ou poemas

Acho que é falta
De que fala a alma
A multidão que cerca
E mesmo assim
Algumas vezes só

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ontem

Ontem eu te vi
Não consegui deixar de notar
Estavas muito bonito
O meu amor só aumenta
Junto com a distância
Queria acreditar
Que um dia estaremos juntinho
Como eu sempre sonhei
Porque parece-me
Que sempre te amei
Você estava lá
Junto comigo, quando nasci
Mesmo antes de te conhecer
Olho para trás
E te vejo lá
O tempo todo
A vida toda
Eu sabia que você era real
Que existia
Só não me preparei para não estar com você
Tem horas que eu queria acreditar
Que mesmo que fosse em outra vida
Eu estaria contigo
Seria só esperar
Mas não dá
Tem algo na minha alma
Que a liga com a tua
Que se comunica, que entende...
Pena que a recíproca não é real
Sei que os meus olhos brilham
Quando estou contigo
Que meu rosto transparece uma felicidade anormal
De todos os meus sonhos
Os contigo são mais bonitos
São mais felizes
São mais... sonhos